Archive for category carreira

Não acredito em Consultoria, Mentoring ou Coaching

Consultoria

Constitui-se na reflexão em busca de uma resposta através do mais adequado conselho ou de forma mais complexa, porém menos objetiva, de um parecer.

Mentoring

tutoria também chamada de mentoring é um método muito utilizado para efectivar uma interacção pedagógica.

Coaching

Coaching é um processo, com início, meio e fim, definido em comum acordo entre o coach (profissional) e o coachee (cliente) de acordo com a meta desejada pelo cliente, onde o coach apoia o cliente na busca de realizar metas de curto, médio e longo prazo, através da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas, como também do reconhecimento e superação de suas fragilidades.

Definições feitas (por Wikipedia) vamos explicar o título: tive a grata oportunidade de trabalhar com as três formas de apoio ao desenvolvimento de um projeto ou meta, pessoal ou coporativamente, em situações onde considero ter havido sucesso e outras que foram um fracasso. Resolvi então pensar um pouco nas características de cada situação e identificar o denominador comum a elas que define, ou não, o sucesso e fracasso.

Compromisso & Resultado

Técnica, didática e conhecimento são muito relevantes e precisam ser cuidadosamente analisados quando se deseja trabalhar com um consultor, coach ou mentor. Contudo, todas essas características ficam muito atrás de duas que identifiquei serem as peças chave de um bom trabalho:

  • Compromisso: o compromisso não é algo superficial, sua própria definição denota uma opção pessoal vinculada por vontade própria. Sendo assim o compromisso do profissional (consultor/coach/mentor) com sua organização e objetivo, deve ser algo acima de seus próprios interesses, não tem discussão! E isso está cada vez mais raro de se encontrar. Apesar de ser difícil de mensurar sua existência é muito fácil identificar sua falta, basta se perguntar algumas vezes qual a motivação por trás de cada declaração e observar a próxima característica:
  • Resultado: Qual o impacto do seu sucesso ou fracasso na vida do consultor/coach/mentor? Se for simplesmente ou novo contrato ou aditivo então você tem um grande problema, seu resultado não faz diferença para ele, sendo assim é muito fácil, cômodo e provável que você esteja na verdade lançado a própria sorte.
    É claro que na prática seus resultados dependem só de você, mas observe que o impacto sobre os outros é que vão determinar o interesse e a participação deles nos seus.

 

E por que não acredito nisso tudo? Na verdade não acredito (mais) na crescente onda de consultores/coachs/mentores profissionais que estudam meia dúzia de coisas sobre o assunto e são vendidos como a solução dos problemas, sejam eles quais forem.

Acredito sim, e tive experiências que comprovaram isso, que as melhores oportunidades de usar esse apoio estão na sua própria empresa, ao seu lado.
Pessoas que são impactadas pelo seu resultado, que tem interesse pessoal legítimo no seu desenvolvimento porque terão benefícios nisso (seja realização pessoal ou mais fortemente financeiro e de carreira) tendem a ser os mais indicados.

Em início de carreira ou não aproveite a oportunidade que tiver para identificar seu mentor, coach ou até mesmo consultor e na prática não tenha um, tenha vários desde que cada um tenha compromisso com seu desenvolvimento e que seus resultados tenham algum impacto no próprio resultado deles. Só assim será possível confiar no que eles estão lhe oferecendo. Um pequeno exemplo:

Steve foi um mentor e líder incrível para mim

Tim Cook – Apple

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Meu resumo da #qconsp

Esse post é um registro, após alguns anos longe de eventos genéricos de desenvolvimento (my bad), das principais lições/mensagens que trouxe da minha participação na QCONSP.

O evento foi organizado pela Caelum e InfoQ Brasil (mantido pela Caelum) e contou com a participação de alguns palestrantes internacionais bem conhecidos e muitos locais também muito conhecidos. Na repercussão do evento alguém twittou “A Caelum colocou definitivamente o Brasil no panorama de desenvolvimento mundial” (ou algo assim), embora eu discorde do “colocou” porque temos outros ilustres representantes em diversas áreas, com certeza a Caelum é dos mais ilustres representantes tupiniquins nesse panorama na atualidade.

Vamos ao resumo/lições/mensagens:

  • Bons profissionais são disputados: o Paulo twittou que se impressionou com a senioridade dos participantes (era de se esperar dada a senioridade das palestras) e acho que muita gente imaginou que isso ia acontecer pois vi Globo.com, Abril Digital, Boldcron/UOL, Imagem e deve ter tido mais alguém procurando bons profissionais. Apesar das ofertas (a Globo pro Rio estava pagando a mudança, 1 mês de hotel e outros mimos de recolocação não muito comuns no Brasil) acho que ninguém conseguiu muito sucesso.
    O que percebi tentando recrutar por lá é que esses bons profissionais provavelmente estão onde querem estar e a motivação para uma mudança  é muito subjetiva envolvendo muito mais qualidade de vida, questões familiares ou algum desafio técnico do que salário ou carreira. Então além do salário atualmente para recrutar é bom pensar no ambiente de trabalho, desafios técnicos/tecnologia, metodologia (fala que usa RUP lá) e principalmente desenvolvimento profissional.
  • Soluções Simples para Problemas Complexos: é impressionante como por trás de atual sopa de letrinhas que temos que lidar no fim das contas as soluções são extremamente simples (arquiteturalmente falando, a implementação é que é o desafio). As palestras do Nick Kallen (Twitter) e Randy Shoup  (eBay) ilustraram isso muito bem, apesar dos números impressionantes de dados e uso dos seus sistemas a solução sempre passa por particionamento, processamento assíncrono e cache.
  • Arquitetura emergente: com vários outros nomes a idéia de evolução do sistema de forma natural é realmente aplicada muito antes do batismo de arquitetura emergente. Vimos várias ocorrências (Twitter e eBay inclusive) de grandes sistemas que evoluíram passo a passo e são hoje “exemplos“. Boa lição para os adeptos do BDUF.
  • Programe: se você trabalha com desenvolvimento de software, seja em que papel for (arquiteto, analista, gerente, diretor), você precisa programar. Claro que não precisa ser sua principal atividade, mas achar que pode exercer um papel de desenvolvimento sem conhecer (de verdade) os desafios do desenvolvimento (que estão na programação) é utopia.
    Conheço vários bons programadores que ao assumir outro papel (como arquiteto) acabaram se distanciando da programação e hoje são péssimos no que fazem. Atualizar-se em desenvolvimento significa necessariamente programar, codificar!
  • Testes, Testes, Testes: Vi algumas palestras incríveis sobre TDD e BDD. Uma máxima do Klaus foi “Não testar hoje é anti-ético” e concordo plenamente com a idéia.
    Hoje mais do que nunca está muito fácil automatizar toda sorte de testes, não há desculpas com as várias ferramentas (gratuitas e pagas) disponíveis. (sugiro pesquisar as opções com JRuby que conheci por lá)
  • Cuide da sua vida online: reencontrei diversos conhecidos virtuais de longa data, principalmente do GUJ. Participar ativamente de comunidades, contribuir e tudo mais é muito gratificante e com certeza fará diferença para sua vida profissional.

Tecnicamente há muito mais que aprendi no evento, mas o Twitter e o Slideshare estão cheios desse conteúdo.

Aguardemos os próximos eventos.

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